Embarcação com cerca de 55 migrantes afundou perto de Zuwara, no noroeste da Líbia; apenas duas mulheres sobreviveram, segundo autoridades e a Al Jazeera.
Pelo menos 53 pessoas estão mortas ou dadas como desaparecidas na sequência do naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa da Líbia, no Mar Mediterrâneo, numa das rotas migratórias mais perigosas em direcção à Europa.
De acordo com a Al Jazeera, citando autoridades líbias e organizações internacionais, a embarcação — um barco inflável — transportava cerca de 55 pessoas e virou-se nas proximidades da cidade costeira de Zuwara, no noroeste do país.
Segundo as mesmas fontes, apenas duas mulheres de nacionalidade nigeriana sobreviveram ao acidente.
De acordo com os testemunhos prestados pelas sobreviventes às equipas de resgate, entre as vítimas encontram-se vários menores, incluindo dois bebés. As duas mulheres foram resgatadas com vida e encaminhadas para unidades de saúde, tendo relatado a perda de familiares próximos durante o naufrágio.
A tragédia volta a evidenciar os riscos extremos enfrentados por migrantes e refugiados que tentam atravessar o Mediterrâneo central, uma rota utilizada por milhares de pessoas que fogem de conflitos armados, pobreza extrema e perseguições em diversos países africanos e do Médio Oriente.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) tem alertado repetidamente para o elevado número de mortes registadas nesta rota, considerada uma das mais mortais do mundo para a migração irregular.
Segundo autoridades líbias e organizações humanitárias, a escassez de vias seguras e legais de migração continua a empurrar milhares de pessoas para redes de tráfico e para o uso de embarcações precárias e frequentemente sobrelotadas, o que aumenta significativamente o risco de novos acidentes no mar.
As entidades humanitárias defendem que, sem alternativas legais e mecanismos eficazes de protecção internacional, tragédias semelhantes continuarão a ocorrer ao longo da costa do norte de África e no Mediterrâneo.
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