A Comissária Europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, confirmou, através das redes sociais, a mobilização urgente de recursos para responder às cheias mortíferas que assolam a África Austral, com particular impacto em Moçambique e no Maláui.
No âmbito da resposta humanitária, a União Europeia (UE) está a canalizar 1,15 milhões de euros destinados à assistência humanitária direta, com foco no apoio às populações mais afectadas pelas inundações, que provocaram perdas humanas, destruição de infra-estruturas e deslocações em massa.
Além do apoio financeiro, o bloco europeu procedeu ao envio de peritos técnicos, em coordenação com as Nações Unidas, para reforçar a avaliação no terreno e a resposta de emergência. A UE activou igualmente a sua Ponte Aérea Humanitária, mecanismo que permite a entrega rápida de bens essenciais às comunidades isoladas pelas cheias.
Situação crítica em Moçambique
De acordo com dados técnicos do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da União Europeia, a situação em Moçambique é considerada de extrema gravidade. As autoridades contabilizam 122 mortes confirmadas e mais de 716 mil pessoas afectadas pela subida das águas em várias regiões do país.
A destruição material é extensa, com cerca de 80 mil habitações danificadas ou totalmente destruídas, situação que obrigou ao deslocamento de mais de 15 mil cidadãos para centros de acolhimento temporário, onde dependem de ajuda humanitária para alimentação, abrigo e cuidados de saúde.
A União Europeia sublinha que continuará a acompanhar de perto a evolução da crise, reafirmando o seu compromisso de solidariedade com os países da África Austral, num contexto de agravamento dos fenómenos climáticos extremos associados à época chuvosa.

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