Segundo o portal Engineering News, no seu mais recente relatório semestral, a Sasol informou que a planta de destoning no sul de África atingiu operação benéfica em Dezembro de 2025, um marco que deverá melhorar a qualidade do carvão utilizado no complexo industrial de Secunda e reforçar a estabilidade produtiva naquele mercado estratégico.
Em paralelo, a unidade integrada de produção de polietileno em Louisiana, nos Estados Unidos da América, foi retomada após um longo período de paragem, destinado a trabalhos de manutenção e optimização, contribuindo para o reforço da capacidade operacional no segmento químico internacional.
Produção de gás em Moçambique em queda temporária
Apesar destes avanços, o desempenho operacional da Sasol em Moçambique registou uma redução na produção de gás em comparação com o trimestre anterior. A empresa atribui esta quebra à declinação natural das reservas, no âmbito do acordo de partilha de produção dos campos de Pande e Temane.
Este declínio teve impacto no abastecimento de gás às operações de Secunda, que dependem fortemente do gás moçambicano para suporte energético e processos industriais integrados, através da infra-estrutura que liga Moçambique ao mercado regional.
A Sasol assegura, no entanto, que esta situação é temporária, prevendo uma retoma gradual da produção nos próximos seis meses, à medida que as actividades de extracção e desenvolvimento do projecto de partilha de produção forem intensificadas.
A gestão da empresa garantiu que o fornecimento de gás e carvão continua a ser gerido de forma integrada, com o objectivo de sustentar as operações e maximizar valor ao longo da cadeia produtiva.
Refinaria Natref e divisão química com desempenhos distintos
No sector de refinação, a Sasol destacou melhorias operacionais na refinaria conjunta Natref, em Rustenburg, que resultaram em maiores volumes de venda de combustíveis e numa maior colocação de produtos em segmentos de maior margem, em linha com a estratégia comercial definida para o período.
Já no segmento químico internacional, o desempenho foi pressionado por condições de mercado desfavoráveis, marcadas pela queda dos preços do etileno e de matérias-primas como o óleo de palma, conduzindo a receitas mais baixas. Em contraste, a divisão de químicos em África registou um aumento dos volumes de vendas, sustentado por melhorias operacionais e um processo contínuo de ramp-up.
Descarbonização e energia integrada
Durante o trimestre, a Sasol comissionou o terceiro e último boiler de baixa emissão de carbono na Natref, reforçando a fiabilidade operacional e os esforços de descarbonização, ao mesmo tempo que avança com o programa de encerramento e “mothballing” de determinadas unidades no negócio internacional de químicos.
No final de Novembro de 2025, a entidade reguladora de energia da África do Sul aprovou o pedido de licença de comercialização de electricidade da Sasol, que passará a operar sob a designação Nomusize, um passo estratégico no reforço da sua presença no sector integrado de energia.
Face às incertezas macroeconómicas globais e aos riscos geopolíticos, a Sasol reafirmou que continuará a adoptar uma abordagem proactiva, recorrendo a instrumentos de cobertura financeira para mitigar a exposição às flutuações dos preços do petróleo e das taxas de câmbio.

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