Reaberto o tráfego na ponte sobre o rio Muar em Machanga, mas distritos de Sofala continuam isolados

 

O tráfego rodoviário na ponte sobre o rio Muar, no distrito de Machanga, província de Sofala, foi oficialmente reaberto esta semana, num acto testemunhado pelo Secretário de Estado na província, Manuel Rodrigues Alberto. A reposição da circulação representa um alívio para automobilistas e transportadores que dependem daquele troço estratégico para a ligação entre vários pontos da região.

Durante a cerimónia, o governante apelou aos utentes da via a adoptarem uma condução prudente e a obedecerem rigorosamente às orientações das equipas de fiscalização rodoviária, sublinhando que os trabalhos de manutenção ainda decorrem e que a infraestrutura não se encontra totalmente reabilitada.

Apesar da reabertura da ponte sobre o rio Muar, a situação continua crítica em várias zonas da província de Sofala. Algumas sedes distritais permanecem isoladas do resto do país, em consequência dos cortes provocados pelas enxurradas resultantes das chuvas intensas que se têm registado na região.

Entre os distritos mais afectados destacam-se Búzi e Chemba, onde o acesso rodoviário continua comprometido, dificultando a circulação de pessoas, bens e a prestação de serviços essenciais à população.

As autoridades provinciais garantem estar em estado de prontidão, face à previsão de mais caudais provenientes do montante dos rios da região, o que pode agravar a situação nos próximos dias. Neste contexto, equipas técnicas da Administração Nacional de Estradas (ANE), em coordenação com empreiteiros, encontram-se no terreno a monitorar permanentemente a circulação de viaturas nas pontes sobre os rios Muar e Gorongosa.

Refira-se que a ponte sobre o rio Gorongosa esteve recentemente interdita ao tráfego, devido à subida significativa do nível das águas, tendo sido reaberta após a estabilização do caudal, embora continue sob vigilância apertada.

As autoridades reiteram o apelo à população e aos automobilistas para evitarem deslocações desnecessárias em zonas de risco e acompanharem as informações oficiais, enquanto prosseguem os esforços para a reposições definitivas das infraestruturas danificadas.

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