Macomia: Administrador confirma zonas ainda ocupadas por terroristas oito anos após início dos ataques

Macomia, Cabo Delgado – O Administrador do distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado, confirmou que existem zonas que continuam sob ocupação de grupos terroristas desde o início dos ataques armados em 2017, há cerca de oito anos, impedindo o regresso da população às suas áreas de origem.

Segundo Tomás Badai, citado pelo portal O País, o principal foco de instabilidade localiza-se no posto administrativo de Quiterajo, actualmente o único do distrito onde a população ainda não conseguiu regressar devido à persistência da ameaça terrorista.

“Estamos ainda com problemas no posto administrativo de Quiterajo. É o único posto do distrito de Macomia onde a população ainda não retornou, tendo em conta que, neste momento, as nossas Forças de Defesa e Segurança estão lá a trabalhar, estão a combater os terroristas e a fazer tudo por tudo para desalojá-los daquele ponto do nosso distrito”, afirmou o administrador.

Vila sede concentra toda a população e funcionários do Estado

De acordo com a administração distrital, a vila sede de Macomia é, actualmente, o único local considerado relativamente seguro, acolhendo não só a população deslocada das zonas afectadas, como também os funcionários do Estado.

Tomás Badai explicou que todos os responsáveis administrativos do distrito estão a exercer funções a partir da vila sede, face à impossibilidade de operarem nos seus postos de origem.

“Todos os chefes dos postos, dos quatro postos administrativos, estão cá na vila sede, e alguns chefes de localidades também estão a trabalhar aqui”, referiu.

Infra-estruturas destruídas e administração comprometida

Macomia é composto por quatro postos administrativos, todos eles anteriormente ocupados por grupos armados, situação que, segundo as autoridades locais, resultou na destruição de quase todas as infra-estruturas do Estado, comprometendo gravemente a administração pública e a prestação de serviços básicos à população.

As autoridades asseguram que as Forças de Defesa e Segurança continuam empenhadas em operações no terreno, com o objectivo de restaurar a segurança, permitir o regresso gradual das populações deslocadas e criar condições para a retoma da administração normal no distrito.

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