Inundações na África do Sul matam 30 pessoas e forçam encerramento do Parque Nacional Kruger

As chuvas torrenciais que atingem várias regiões da África do Sul já provocaram a morte de 30 pessoas e causaram destruição significativa de casas, estradas e pontes, segundo confirmaram as autoridades sul-africanas. Face à gravidade da situação, foi anunciado nesta quinta-feira (15) o encerramento temporário do Parque Nacional Kruger, o mais famoso e visitado do país.

De acordo com uma publicação da DW, o Parque Nacional Kruger, localizado maioritariamente nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, foi encerrado após semanas de chuvas intensas terem provocado cheias mortais e o transbordo de vários rios. A decisão visa garantir a segurança de turistas, funcionários e comunidades vizinhas.

A Agência de Parques Nacionais da África do Sul (SANParks) informou que os turistas que já se encontravam alojados dentro do parque puderam permanecer temporariamente, com excepção das áreas próximas do rio Letaba, que foram evacuadas por razões de segurança. Em pelo menos um parque de campismo, funcionários e visitantes tiveram de ser resgatados por helicóptero, depois de as instalações terem ficado completamente inundadas.

Entretanto, o Serviço Meteorológico da África do Sul emitiu o nível máximo de alerta para partes da região norte do país, prevendo-se a queda de 100 a 200 milímetros de chuva nos próximos dois dias. “É um alerta sem precedentes”, sublinhou a instituição, alertando para o risco elevado de novas cheias e deslizamentos de terra.

As chuvas intensas tiveram início em Dezembro, causando o transbordo de rios, a interrupção de vias de acesso e o colapso de infraestruturas essenciais. Desde o mês passado, pelo menos 19 pessoas morreram apenas nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, onde se situa o Parque Nacional Kruger, um dos principais símbolos do turismo e da conservação ambiental na África Austral.

As autoridades continuam a monitorizar a situação e apelam à população para que evite deslocações desnecessárias nas zonas afectadas, enquanto equipas de emergência prosseguem com operações de resgate e assistência às comunidades atingidas.

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