A missão integra elementos da Polícia Judiciária (PJ) e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, devendo a equipa aterrar em Maputo ainda durante este fim-de-semana, segundo informação oficial.
A decisão surge na sequência de uma semana de intensos contactos diplomáticos entre Lisboa e as autoridades moçambicanas, no quadro da cooperação bilateral existente entre os dois países.
Num comunicado enviado à imprensa portuguesa e consultado pelo MZnews, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Paulo Rangel, sublinha que “a missão ocorre no âmbito da cooperação policial e judiciária entre Portugal e Moçambique”, visando acompanhar de perto as diligências investigativas em curso.
A morte de Pedro Reis, figura de relevo no BCI — instituição financeira de capitais maioritariamente portugueses —, tem gerado forte consternação tanto em Portugal como em Moçambique, especialmente nos meios empresariais e financeiros.
Fontes próximas do processo indicam que o Governo português não terá ficado plenamente satisfeito com as explicações inicialmente avançadas pelas autoridades policiais moçambicanas sobre as reais circunstâncias que levaram à morte do empresário, encontrada num quarto de hotel em Maputo.
O caso motivou, inclusive, uma petição pública subscrita por milhares de cidadãos, exigindo maior celeridade, transparência e esclarecimento total dos factos.
A equipa portuguesa trabalhará em estreita cooperação com as autoridades judiciais e policiais moçambicanas, com o objectivo de apurar as circunstâncias exactas do óbito, que continuam envoltas em mistério.

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