O anúncio foi feito esta terça-feira pelo Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, que explicou que as inundações registadas em vários bairros resultam, em grande medida, da obstrução das linhas naturais de drenagem por construções desordenadas.
“A situação não está boa. Há muitas famílias com as suas casas alagadas. Identificámos, de facto, casas que terão de ser removidas. Não há alternativa. Há muros que terão de ser demolidos”, afirmou o governante.
Infraestruturas públicas também afetadas
Manuel Tule recordou que o Município da Matola já realizou intervenções semelhantes no passado e defendeu a necessidade de dar continuidade ao trabalho de desobstrução. Entre as infraestruturas que poderão ser afetadas está o Centro de Saúde da Matola-Gare, atualmente submerso devido à acumulação de águas.
“Este centro de saúde está completamente inundado. Teremos de intervir, abrindo passagens em determinados pontos. O mesmo acontecerá com algumas estradas, onde será necessário romper o pavimento para a colocação de manilhas, de forma a permitir que a água passe e siga o seu curso normal”, explicou.
Mais de 7.200 casas inundadas
Dados das autoridades provinciais indicam que mais de 7.200 habitações foram inundadas em consequência das chuvas que assolam a província. Pelo menos 180 famílias encontram-se desalojadas, enquanto várias rodovias permanecem intransitáveis.
A subida do caudal do Rio Matola levou ainda à submersão de uma ponte, condicionando a circulação entre bairros. Para minimizar os impactos, o Governo provincial alugou um trator para garantir a travessia de pessoas entre os bairros de Malhampsene e Mulotana.
As autoridades mantêm-se em estado de alerta, assegurando que as medidas em curso visam proteger vidas humanas, reduzir riscos imediatos e restaurar gradualmente a mobilidade e o acesso a serviços essenciais nas zonas afetadas.
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