A posição foi assumida após uma visita ao local, onde o governante constatou que dezenas de passageiros permanecem durante vários dias à espera de transporte aéreo para Maputo, num ambiente marcado por confusão, falta de controlo e comportamentos considerados impróprios.
Segundo João Mathlombe, o sistema de voos excepcionais está a funcionar sob enorme pressão, agravada pela presença de pessoas que não se enquadram nos critérios de emergência. O ministro explicou que as autoridades deixaram de lidar exclusivamente com casos prioritários, passando também a gerir situações de cidadãos que estão a viajar pela primeira vez, o que tem contribuído para o desordenamento das operações.
“O objectivo destes voos é garantir a mobilidade de pessoas e bens essenciais numa situação de crise. Quando esse princípio não é respeitado, todo o planeamento fica comprometido”, advertiu o governante, sublinhando que a continuidade da actividade aérea depende do restabelecimento da ordem e do cumprimento rigoroso das regras estabelecidas.
O ministro condenou ainda as atitudes hostis dirigidas a funcionários aeroportuários, autoridades locais e técnicos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), lembrando que estes profissionais desempenham funções essenciais num contexto particularmente difícil e merecem respeito e colaboração.
Na mesma ocasião, João Mathlombe reiterou que não existem condições técnicas para a reposição da circulação rodoviária na Estrada Nacional Número Um (N1) nos próximos 15 dias, considerando imprudente a insistência em viajar, por via aérea ou terrestre, enquanto o país continua a enfrentar os efeitos severos das cheias.

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