O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, ordenou a demolição imediata de habitações e muros de vedação que impedem o escoamento natural das águas pluviais no município da Matola, na sequência das fortes chuvas que têm provocado inundações severas na região.
A decisão foi anunciada durante uma visita aos bairros mais afetados, onde o governante constatou o impacto direto das construções erguidas em linhas naturais de drenagem. Em declarações à TV Miramar, Manuel Tule explicou que a medida visa desobstruir o percurso das águas, reduzir o nível das inundações e prevenir novos alagamentos.
Segundo o governador, a intervenção inclui também trabalhos de reabilitação das vias de acesso, com a instalação de manilhas para permitir que a água siga o seu curso normal, minimizando danos às residências e às infraestruturas públicas. As ações estão a ser coordenadas com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Mais de 7.200 casas afetadas na província
De acordo com dados do INGD, a situação na província de Maputo é considerada grave. As inundações já atingiram mais de 7.200 habitações, tendo provocado o desalojamento de pelo menos 800 pessoas, correspondentes a 180 famílias que perderam grande parte dos seus bens e dependem, neste momento, de assistência humanitária urgente.
As autoridades classificam o cenário vivido em Maputo e Matola como um dos mais críticos dos últimos anos, com extensas zonas residenciais submersas e principais vias de circulação intransitáveis, evidenciando a forte pressão exercida pela pluviosidade acima da média sobre as infraestruturas urbanas.
Situação preocupa a nível nacional
A nível nacional, a época chuvosa, iniciada em outubro, já causou 94 óbitos, segundo números oficiais do INGD, registando-se um agravamento significativo da situação desde o final de dezembro. O Governo mantém o alerta máximo e apela à população para que evite zonas de risco e permaneça em locais seguros.
As medidas adotadas pelo Governo Provincial de Maputo têm como objetivo reduzir riscos imediatos, proteger vidas humanas e mitigar os efeitos das cheias, numa altura em que as chuvas intensas continuam a colocar à prova a capacidade de resposta das infraestruturas urbanas da capital do país e dos municípios vizinhos.

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