As chuvas intensas que se registam nos últimos dias em várias regiões de Moçambique estão a provocar danos severos na rede rodoviária nacional, condicionando seriamente a circulação de pessoas e bens.
Em comunicado de imprensa emitido esta quarta-feira e actualizado às 17 horas, a Administração Nacional de Estradas (ANE) informa que vários troços encontram-se totalmente intransitáveis ou com transitabilidade condicionada, devido ao galgamento da plataforma rodoviária, cortes de estrada, erosões, desabamento de aquedutos e arrastamento de pontes.
Na província de Maputo, destacam-se vários troços da Estrada Nacional Número Um (N1), nomeadamente entre 3 de Fevereiro e Incoluane, bem como entre Manhiça e 3 de Fevereiro, ambos intransitáveis devido a galgamentos e erosões. Estradas regionais e distritais como Boane/Bela Vista, Moamba/Magude, Marracuene/Macaneta e Salamanga/Catuane também se encontram submersas ou cortadas, isolando comunidades inteiras.
Na província de Gaza, a situação é igualmente crítica. Troços das estradas N221, N101, N222 e N220, que ligam distritos como Chibuto, Chókwè, Guijá, Mapai, Massingir e Mabalane, estão intransitáveis devido a cortes e inundações. Algumas pontes e aquedutos foram danificados ou arrastados pela força das águas.
Em Inhambane, várias estradas regionais e nacionais, incluindo Morrumbene/Sitila, Mabote/Zimane/Changaline e Mabote/Zinave, estão interrompidas por alagamentos e cortes provocados pela chuva e subida do caudal dos rios.
A província de Sofala regista cortes significativos na estrada Guara-Guara/Vila do Buzi, causados pela subida do nível do rio Búzi, além de danos em estradas rurais nos distritos de Machanga e Nhamatanda.
Em Manica, Zambézia, Nampula e Niassa, a ANE reporta igualmente situações graves, com destaque para o desabamento de pontes, arrastamento de estruturas metálicas e interrupção total de ligações rodoviárias importantes, afectando distritos como Morrumbala, Namacurra, Ribáuè, Lalaua, Muecate, Mavago e Majune.
A ANE assegura que equipas técnicas encontram-se no terreno a monitorar a situação, embora o trabalho esteja a ser dificultado pela continuidade das chuvas.
Face ao cenário, a instituição apela aos automobilistas para programarem cuidadosamente as deslocações, evitarem zonas críticas e absterem-se de circular com veículos com peso superior a 10 toneladas em estradas terraplenadas, durante o período chuvoso.

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