No início da visita, o Chefe do Estado efectuou um sobrevoo às zonas inundadas do distrito de Chókwè, uma das áreas historicamente mais vulneráveis às cheias cíclicas do Limpopo. A observação aérea permitiu avaliar a extensão dos danos em infraestruturas públicas e privadas, habitações e campos agrícolas, sectores cruciais para a economia local e a segurança alimentar da região.
Durante o sobrevoo, foi detectada uma situação crítica envolvendo doze cidadãos refugiados no topo de uma viatura de transporte semi-colectivo, completamente cercados pelas águas. Perante o risco iminente de perda de vidas humanas, o Presidente orientou a tripulação a efectuar uma aterragem de emergência, possibilitando o resgate seguro das vítimas. O episódio evidencia não apenas a gravidade das cheias, mas também as limitações dos meios locais de resposta face a cenários extremos.
Após a operação de salvamento, Daniel Chapo seguiu para o centro de acolhimento de Chiaquelane, onde deverá inteirar-se das condições de assistência às famílias deslocadas, bem como reforçar a coordenação entre o Governo central, autoridades locais e parceiros humanitários, visando uma resposta mais eficaz à emergência.
A visita presidencial pretende ir além do simbolismo político, procurando ajustar e reforçar as medidas de apoio às populações afectadas, num momento em que a prevenção de perdas humanas e a resposta rápida se impõem como prioridades nacionais. Como sublinhou o próprio Presidente, em situações de calamidade, a presença do Estado no terreno é determinante, tendo a salvaguarda da vida humana como valor central.

Postar um comentário
Postar um comentário