O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Emile Zerbo, que afirmou que a decisão faz parte de um processo de “reconstrução do Estado”, depois do que descreveu como abusos e disfunções do sistema multipartidário. Segundo o governante, uma revisão realizada pelo Executivo concluiu que a proliferação de partidos políticos contribuiu para divisões internas e para o enfraquecimento da coesão social.
Antes do golpe, Burkina Faso tinha mais de 100 partidos políticos legalmente registados, dos quais 15 estavam representados no parlamento eleito em 2020.
De acordo com a ata da reunião do Conselho de Ministros, será enviada ao atual Conselho de Transição uma nova lei que revoga os estatutos dos partidos, regula o financiamento partidário e elimina o estatuto do líder da oposição. Todos os bens das formações políticas agora dissolvidas passam para o Estado.
Burkina Faso integra a região do Sahel e, tal como Mali e Níger, enfrenta há vários anos uma insurgência armada de grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que já provocou milhares de mortos e milhões de deslocados.

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