A decisão foi tomada no âmbito da aprovação do novo Quadro de Parceria com o País (Country Partnership Framework – CPF) para o período 2026–2031, que estabelece as prioridades estratégicas da cooperação entre o Banco Mundial e Moçambique, num contexto marcado pelos impactos das recentes cheias, pela instabilidade climática e pela elevada vulnerabilidade a choques socioeconómicos.
Além do montante já aprovado, o Grupo Banco Mundial prevê mobilizar até 2,5 mil milhões de dólares ao longo dos próximos cinco anos, recorrendo a diferentes instrumentos financeiros, com o objectivo de impulsionar o crescimento económico inclusivo e promover a criação de emprego, com especial enfoque nos jovens e nas mulheres.
O novo CPF prioriza sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país, nomeadamente energia, agronegócio e turismo, assim como o reforço da estabilidade macrofiscal, o desenvolvimento de competências da força laboral e a dinamização dos corredores económicos. O pacote de apoio inclui ainda mecanismos destinados a atrair investimento privado, como garantias financeiras, financiamento combinado (blended finance) e serviços de consultoria técnica.
De acordo com o Banco Mundial, o financiamento agora aprovado visa reforçar a capacidade institucional do Estado moçambicano para responder a situações de fragilidade e prevenir conflitos, contribuindo para a construção de uma economia mais resiliente, inclusiva e sustentável.
O Quadro de Parceria foi elaborado em estreita coordenação com o Governo de Moçambique, organizações da sociedade civil, o sector privado e diversos parceiros de desenvolvimento, estando alinhado com as prioridades nacionais e com os objectivos estratégicos do Grupo Banco Mundial de erradicação da pobreza extrema e promoção da prosperidade partilhada.

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