O político Venâncio Mondlane acusou a FRELIMO e os seus dirigentes de serem os principais responsáveis pelo agravamento da pobreza em Moçambique, rejeitando as declarações do Presidente da República que apontam as manifestações pós-eleitorais como causa central da crise económica e social.
Venâncio Mondlane acusou a FRELIMO e a sua liderança de serem directamente responsáveis pelo agravamento da pobreza e da deterioração das condições de vida da maioria dos moçambicanos, afirmando que o Governo ignora as causas estruturais que levaram milhares de cidadãos a protestar nas ruas.
Falando numa comunicação à nação, Mondlane reagia às declarações do Presidente da República, Daniel Chapo, que, durante a apresentação do Informe sobre o Estado Geral da Nação, no passado dia 18 de Dezembro, atribuiu às manifestações pós-eleitorais parte significativa da responsabilidade pelo aumento da pobreza no país.
Segundo Mondlane, o Chefe do Estado está a desresponsabilizar o Executivo, transferindo para os cidadãos o peso da crise económica e social. O político afirmou que as manifestações resultaram da miséria, da exclusão social e da violação sistemática de direitos fundamentais.
“Durante cinquenta anos, o povo viveu na miséria. Foram essas condições que empurraram as pessoas para as ruas”, declarou.
Discursando perante apoiantes na província de Inhambane, Mondlane defendeu que os protestos foram constitucionais e legítimos, sublinhando que os cidadãos exerceram um direito consagrado na Constituição da República de Moçambique.
O político rejeitou ainda a narrativa oficial que associa as manifestações à criminalidade, afirmando que as vítimas registadas durante os protestos resultaram da repressão e não de actos organizados pelos manifestantes.
“A população sentiu-se burlada e viu os seus direitos violados. Manifestar-se foi um direito legítimo”, afirmou.
Para Mondlane, as manifestações representaram um grito popular contra a má governação, a pobreza e a injustiça social.
Os protestos, que se espalharam por várias regiões do país, tiveram como principal motivação a contestação dos resultados eleitorais que atribuíram vitória à FRELIMO e ao seu candidato presidencial, Daniel Chapo. As manifestações resultaram em episódios de vandalização e destruição de bens públicos e privados, bem como em mortos e feridos, envolvendo civis e membros das Forças de Defesa e Segurança.
Venâncio Mondlane acusou a FRELIMO de ser responsável pelo agravamento da pobreza em Moçambique e rejeitou as declarações do Presidente da República que atribuem às manifestações pós-eleitorais a culpa pela crise económica e social.

Postar um comentário
Postar um comentário