Eskom reafirma compromisso com novo acordo de energia para a Mozal, mas alerta para riscos financeiros

 

A subsidiária da Eskom, National Transmission Company South Africa (NTCSA), confirmou que continua empenhada em alcançar um novo acordo de fornecimento de electricidade com a fundição de alumínio Mozal, em Moçambique, alertando, contudo, que os termos actuais não são financeiramente sustentáveis.

A National Transmission Company South Africa (NTCSA), subsidiária da Eskom Holdings SOC Ltd, reiterou o seu compromisso de concluir um novo acordo de fornecimento de electricidade com a fundição de alumínio Mozal, em Moçambique, com o objectivo de garantir a estabilidade financeira da empresa sul-africana e proteger os consumidores de electricidade da África do Sul contra impactos de custos não intencionais.

Numa nota divulgada na última quarta-feira e citada pelo Jornal Savana, a NTCSA recorda que o acordo de fornecimento entre as partes vigora há mais de 20 anos, sendo do conhecimento de todos que o contrato actual expira a 15 de Março de 2026.

De acordo com a NTCSA, a Mozal, para se manter competitiva, exige um preço de electricidade significativamente inferior ao custo directo de fornecimento, uma situação que a empresa considera insustentável a longo prazo.

“Tornou-se evidente que este acordo não é sustentável para a NTCSA no futuro. Assim, é essencial encontrar uma solução mutuamente benéfica, desenvolvida em colaboração com as partes interessadas em Moçambique e na África do Sul”, afirmou o director-executivo da NTCSA, Monde Bala.

Segundo Bala, o objectivo é apoiar a actividade industrial regional, assegurando simultaneamente a sustentabilidade financeira da NTCSA e a equidade para os consumidores sul-africanos. A empresa garante que continuará o diálogo com as partes interessadas nos dois países para avaliar a viabilidade de um novo acordo.

O responsável esclareceu ainda que o mecanismo de Acordos de Preços Negociados (NPA), previsto pela Autoridade Nacional de Regulação de Energia da África do Sul (NERSA), não se aplica a fornecimentos de electricidade fora do território sul-africano.

Apesar das divergências, Bala assegurou que a NTCSA permanece aberta à negociação e tem indicado, ao longo do último ano, uma faixa de preços considerada adequada para viabilizar um novo contrato de fornecimento com a Mozal.

A Eskom reafirmou o compromisso de negociar um novo acordo de fornecimento de energia com a Mozal, mas alertou que os preços exigidos pela fundição são financeiramente insustentáveis e podem penalizar os consumidores sul-africanos.

Na mesma nota, a empresa sublinhou que mantém o compromisso de apoiar as operações industriais dentro de um quadro legal e economicamente sustentável, equilibrando as necessidades da indústria com os direitos de todos os clientes.

“Proteger as famílias e as pequenas empresas de impactos de custos não intencionais continua a ser fundamental para o mandato da Eskom”, concluiu Bala.

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